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Reserva o Sábado - O Sapal ao Microscópio

06 DE FEV - Sapal do Rio Coina

A atividade Reserva o Sábado – Sapal ao Microscópio deste mês de fevereiro  iniciou às 9h no Centro de Educação Ambiental (CEA), com “casa cheia”, ou seja, a totalidade das inscrições.

Os participantes de várias idades, incluindo pais e filhos,  tiveram oportunidade de fazer uma atividade beneficiando do ar livre e do contacto com a natureza.
Numa primeira abordagem, feita pelos biólogos que dinamizaram connosco a ação, conversou-se sobre a biodiversidade que se encontra num Sapal e a importância deste habitat. Uma apresentação multimédia permitiu visualizar muitas das espécies que ali se podem encontrar, algumas das quais veríamos de seguida.

A caminhada até ao Sapal do Coina foi tranquila e pelo caminho foi feita a observação do meio envolvente. Fungos, como os cogumelos conhecidos por bufas-de-velha e líquenes, chamaram a atenção. 
Detetaram-se vestígios da fauna existente, como penas de limícolas e de gaio, ou latrinas de coelho. Num dos locais escolhidos para fazer uma paragem, telescópios e binóculos cumpriram a sua função e houve oportunidade de observar a avifauna, desde o alfaiate, a  garça, ou a piadeira, o perna-vermelha e perna-verde, a tarambola e guincho, até à gaivota-de-pernas-amarelas.

Seguindo caminho para outro ponto, chegamos perto das plantas holófitas que povoam o local, como a morraça, a  gramata ou a espartina, características por absorverem o sal da água, que aqui é salobra. Incluiu-se um momento gourmet, com a comprovação deste facto, e a anotação de que algumas destas plantas podem ser usadas na alimentação.
Houve também oportunidade de testemunhar, em alguns pontos, a presença abundante de chorão-da-praia, planta invasora que prejudica a biodiversidade por alastrar muito rapidamente e não permitir que outras espécies se desenvolvam. Os participantes experienciaram o arranque de algum chorão numa área invadida.

Outro ponto de paragem ainda foi feito na beira de água, onde se falou da fauna betónica e foi recolhido um pequeno caranguejo para uma observação breve, e posteriormente devolvido à água.
Após a visita de campo, retomámos ao CEA e fez-se a observação ao microscópio e lupa binocular de amostras de alguma biodiversidade recolhida na véspera, como foi o caso dos microcrustáceos.
A apreciação geral foi muito positiva. 
 

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