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Noor De Kuypper - Entrevista à nossa estagiária

10 DE MAR - Mata da Machada

A Noor De Kuyper é uma estudante belga de Agro e Biotecnologia,da University College Ghent (UCG).
Escolheu o projeto Life Biodiscoveries para desenvolver o estágio que
integra a sua formação académica. Nós ficámos lisonjeados, e recebemo-la na
equipa.

Folha Viva – Como teve conhecimento do projeto Life Biodiscoveries?
Noor –
No meu curso eu tinha de fazer um estágio. Podia fazê-lo na Bélgica mas quis fazer no estrangeiro. Então pesquisei os projetos Life +na internet e, de todos os que li, este foi o que mais me despertou interesse.

Folha Viva – E o que foi que a cativou mais neste projeto?
Noor –
A mecânica do projeto e a recuperação do habitat, combatendo as espécies invasoras. Mas acima de tudo foi a participação pública que o projeto envolve. Há a necessidade de alertar as pessoas para o perigo das invasoras, porque muitas vezes elas desconhecem. Esta é talvez a questão que mais me motivou no projeto.

Folha Viva – Já estava a par da problemática das invasoras?
Noor –
Sim, na Bélgica também temos esse problema e também temos de combater. E também lá as pessoas não estão sensibilizadas para esta questão, e perguntam porque abatemos árvores, por exemplo. Eu acho que é importante que saibam o que se está a passar e porque é necessário agir desta forma.

Folha Viva – Então o que acha que se poderia fazer nesse sentido?
Noor –
Workshops de sensibilização e passar muita informação. Por exemplo, estes painéis que encontramos na Reserva Natural Local (RNL) são importante para que as pessoas saibam e entendam o que estamos a fazer, sem criar sentimentos de revolta por estarmos (aparentemente) a destruir a natureza e possam entender e ficar contentes com o trabalho que está a ser feito.

Folha Viva – Qual a sua impressão da RNL?
Noor –
É muito diferente do que temos na Bélgica. Pelo que me dizem, a Reserva é uma área pequena, mas para mim não é. Lá temos zonas com árvores, mas são pequenas áreas. O próprio terreno é diferente, pois lá é plano e aqui há desníveis que o tornam mais interessante. Aqui há espaço para fazer muitas atividades e devemos aproveitar isso. Eu gosto muito do espaço (risos).

Folha Viva – O que lhe dá mais gosto em fazer?
Noor –
Descascar acácias! De vez em quando saio do gabinete e vou descascar acácias!


Folha Viva – E tem sentido algumas dificuldades no decorrer do estágio?
Noor –
Por vezes é complicado avaliar a evolução do trabalho nos talhões. Vês que houve trabalho, que as acácias foram descascadas, mas não vês resultados, ou porque estes são morosos ou porque às vezes o descasque não foi bem feito e não surte efeito…


Folha Viva – Qual vai ser o seu contributo para o projeto, depois de terminar o seu estágio?
Noor –
A minha curta estadia (cerca de 2 meses) não me permitirá deixar um contributo muito grande, pois o projeto tem uma duração de 5 anos. Mas creio que teremos uma avaliação global do projeto: como está a evoluir, quais os talhões que apresentam mais resultados, e isto pode ser um fator motivador para quem adotou talhões pois, mesmo que o seu talhão não apresente grandes resultados, poderão ver que, a nível global, o projeto está a cumprir objetivos e que o trabalho está a ser feito.


Folha Viva – Como está a ser a sua experiência em Portugal? É a primeira vez que vem cá?
Noor –
Não. Há quatro anos estive na Madeira e em Lisboa de férias. Como gostei, quis voltar. Gosto muito da cultura, das paisagens, do contraste do velho com o novo, nas ruas…e do tempo. Um dia é possível que volte…de férias ou mesmo em trabalho.

 

Esta entrevista pode ser encontrada também no nº52 do Boletim Folha Viva

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